Categoria: Crítica
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Sangue, tesoura e cola na obra de Beatriz Bracher
Com Guerra – I, Beatriz Bracher escreve uma história original da Guerra do Paraguai Por Ronaldo Bressane, para a Quatro Cinco Um A Guerra do Paraguai contada na primeira pessoa. Um livro inteiramente constituído de fragmentos de 112 testemunhas da guerra, organizados em ordem cronológica, em que a autoria se dá somente pela costura de…
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André Sant’Anna, o último tropicalista
Com Amor, ficção dos anos 1990 só agora reeditada no Brasil, André Sant’Anna espia a metarrealidade brasileira de modo tão delirante quanto PanAmérica, de José Agrippino de Paula Por Ronaldo Bressane, para a Quatro Cinco Um O André Sant’Anna é o gênio da burrice. Inventou de olhar para nossa realidade objetiva de modo literal, chapado,…
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Tsunami prateado
Para o romancista inglês Martin Amis, o avanço da medicina e o aumento da expectativa de vida não contemplam a difícil questão da senilidade: contra a maré de grisalhos, ele defende a criação de “cabines de eutanásia”
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Peter Handke além das polêmicas
Escritor austríaco foi hostilizado por negar o genocídio bósnio no conflito com os sérvios Hoje, a performance do escritor equivale à sua escrita. Tanto faz se performance pública ou privada: rumo à Era da Transparência – quando todos os segredos de todas as pessoas serão devassados e expostos até suas vísceras –, todo artista será…
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Vonnegut-gut duplo, com gelo, por favor
Em um romance dos anos 50 e em uma reunião de seus discursos para universitários, a voz do velho anarquista volta a soar: não acredite em nenhuma falsa verdade (especialmente as dele)
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O real é o imaginário
O real é o imaginário Sai no Brasil a coletânea de contos Sonhos Elétricos, obra do escritor norte-americano Philip K. Dick que inspirou a série de ficção científica Electric Dreams
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Ácida & sulfúrica
Em seu novo romance, Como Se Estivéssemos Em Palimpsesto de Putas, a escritora carioca Elvira Vigna exercita sua verve demoníaca ao esquadrinhar a vida de um dependente de garotas de programa
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Terra desolada
Terra desolada Em Vozes de Tchernóbil, a escritora bielo-russa Svetlana Aleksievitch se vale de monólogos de pessoas comuns para criar uma narrativa possível para uma tragédia inexplicável
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Prosa indomável
Em Esse Cabelo, a luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida emplaca um inventivo romance híbrido de autoficção e ensaio sobre colonialismo, racismo e feminismo — com humor, provocação e delicadeza
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O adeus de Fellini (mesmo)
Nesta quinta-feira 7-4, a banda de canções imortais como “Rock europeu”, “Chico Buarque song”, “Teu inglês”, “Burros e oceanos” e “Massacres da coletivização” faz o último show da carreira, no Centro Cultural São Paulo
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Cervantes, João do Rio, Beckett, Crumb
As águas de março vêm fechando o verão e trazendo de volta clima ideal pra você fazer a única coisa que realmente presta na vida: ler. Entre ficção brasileira, estrangeira, poesia, infanto-juvenil e HQ, eis 25 lirros (você também pode decorar as resenhas para usar em festinhas, por exemplo)
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Eu, eu mesmo e eu também
Por que a autoficção se tornou um dos subgêneros mais cultivados na literatura contemporânea?
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Feios, xulos, malvados — e outros troços pra zoar a mente
É setembro: tempo para passar a limpo as melhores resonhas de livros d’O Impostor
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E se…?
Mais provocativo autor contemporâneo de ficção-científica, o inglês China Miéville chega ao Brasil com um romance policial que fala sobre duas cidades que estão e não estão no mesmo lugar
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Mil outonos
Após uma longa primavera e um doloroso verão, o Impostor volta a trazer dicas de leitura
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As janelas indiscretas de Dave Eggers
Na cola de George Orwell e Aldous Huxley, O Círculo, novo romance de Dave Eggers, imagina um mundo transparente. Mas já estamos vivendo nele
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Rir — por último
No universo de DFW, todo mundo é dependente de algo ou está entrando em recuperação de sua dependência — bem, não é tão diferente assim deste universo aqui
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A vida perfeita de Knausgard
Os dois volumes da monumental saga Minha Luta, do norueguês Karl Ove Knåusgard, são radicais em seu projeto de criar um épico da banalidade
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Zambra, Villoro, Nesky, Quintanilha
Estaria aceitando dicas de leitura pro inverno… que acabou de voltar?
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Salinger, Elio, Bowie, Gonçalo
Lançamentos nacionais & gringos para fugir de confetes & serpentinas
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Marcelino, Villalobos, Vila-Matas, Maroh
Lançamentos nacionais, gringos e de quadrinhos para sujar de caipirinha, areia e filtro solar
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Laub, Beckett, HQs, Aira
Romances, contos, quadrinhos, biografias autorizadas e não-autorizadas: o dilúvio de livros segue
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Romântica como um subúrbio
Assim quereria minha última resenha para a revista Bravo!: fresca como um golpe de ar. Leitura de Rua da Padaria, de Bruna Beber
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Vian, Palahniuk, Ésquilo, Herrndorf
Escale para a sua cabeceira um francês, um americano, um grego e um alemão
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Literatura de improviso
Nos ensaios de Todo Aquele Jazz, o inglês Geoff Dyer transita entre a ficção e a não-ficção e traz à sua escrita o dom de improviso inerente aos grandes jazzistas. Penúltima matéria que escrevi para a revista Bravo!, de já saudosa memória
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A culpa é do revisor
Com Variações em Vermelho, o argentino Rodolfo Walsh cria um investigador criminal que sempre leva a culpa quando acontece algum erro de redação: o revisor. Em homenagem a este erro crasso que é o fim da revista Bravo!, uma resenha encomendada que ficou engavetada
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O cool e a bossa
“Jazz, minha amiga, é esse galo que você ouviu cantar e não sabe onde.“ Com verve de crítico e fôlego de pesquisador, assim Vinicius de Moraes, vice-cônsul em Los Angeles de 1946 a 1951 [na foto, com Welles], apresentava o jazz aos jornais em que colaborava no Brasil
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130 anos de Kafka
Para comemorar o aniversário do homem que virou adjetivo e cuja obra é um universo paralelo, um papo com seu biógrafo, Louis Begley
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Hemon, Dyer… e Lila
Na FLIP: um inglês que sonha morar em outro país; e um bósnio e uma iraniana que, exilados à força, abraçaram o idioma inglês
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Resenhas: K. Dick, Mallo, mãe, Cercas
Tanta coisa pra ler que não sabe por onde começar? O velho Bressa te ajuda nessa. Toda semana seu querido Impostor traz notas curtas sobre lançamentos recentes ou nem tão recentes assim
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Cadão grandão
Um dos artistas mais versáteis surgidos nos anos 80, o músico, jornalista, ilustrador e contista Cadão Volpato lança seu primeiro romance
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O sampler de Mallo
O espanhol Agustín Fernández Mallo, que redefiniu o conceito de ready-made e da apropriação na literatura — ehegando ao ponto de roubar trechos de um livro de Borges —, chega ao Brasil com seu livro mais polêmico, Nocilla Dream
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O maratonista
A trilogia 1Q84, do japonês Haruki Murakami, tem seu primeiro volume publicado no Brasil. Uma corrida de longa distância (1200 páginas) que vale a pena vencer
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Fausto e a Favelost
Maior rap-rapsodo do Rio de Janeiro, Fausto Fawcett lança novo romance de ficção científica. Resenha para o Valor “Eu não faço ficção científica. Eu só dei uma exageradinha na nossa realidade perturbada, ou nas nossas realidades conturbadas“, brinca Fausto Fawcett à saída de seu show no Espaço Caneca, em São Paulo para divulgar o lançamento…
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Vila-Matas, o maníaco obsessivo
Resenha de Ar de Dylan, de Enrique Vila-Matas, para o Guia da Folha LDF de agosto “A arte é também escapar do que acreditam que você é ou do que esperam de você“, afirma, um tanto dúbio, o narrador de Ar de Dylan, novo romance do espanhol Enrique Vila-Matas
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Underground no terraço
Duas personagens quase idênticas se perdem numa floresta fria. Chegam a um povoado onde há uma celebração agrícola em que as flores de uma grande árvore são espalhadas e a árvore queimada. A época é incerta; talvez medieval. A dupla percorre caminhos perdidos no sonho e encontra uma bizarra e monstruosa criatura
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Crianças-problema
O romance Festa no Covil, do mexicano Juan Pablo Villalobos, renova um território pouco conhecido da literatura: o narrador infantil em um livro adulto
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Um guia para o mundo das aparências
Resenha para o Guia da Folha Livros Discos Filmes de junho O mapa e o território é puro Michel Houellebecq: aquele texto cinzento, dois comprimidos de Rivotril abaixo do resto da humanidade
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Coisificando as coisas da vida
Comentário sobre As Coisas, de Georges Perec, para o Guia Livros da Folha Ao romance As Coisas, o modesto Georges Perec aduziu um aposto: Uma História dos Anos Sessenta. Enganou-se: As Coisas nunca foi tão contemporâneo – leitura ideal para entender a sociedade de emergentes do Brasil
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Cruel
Jovens, envelheçam! No virtuosístico A Visita Cruel do Tempo, em que lança mão de múltiplos narradores, a norte-americana Jennifer Egan faz um deslumbrante caleidoscópio da cultura pop dos últimos 20 e dos próximos 20 anos. Comentário escrito para a revista Bravo! de fevereiro. Cruel, torcida brasileira: Jennifer Egan é cruel
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Iluminado
Em Blanco Nocturno, talvez sua obra-prima, Ricardo Piglia concebe um romance criminal em que tudo o que está à vista é ilusão
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Já deu, Zé!
Querido Zé, quem te escreve não é só um resenhista ranheta ou um fã que leu todos os teus livros. É também um escritor de uma geração que foi irrestritamente influenciada pela obra de Rubem Fonseca – em especial, teus mais que perfeitos contos. Nessa qualidade, te peço: chega
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Bolaño, Fonseca, Cortázar, Lins
Tradução de um trecho de La Literatura Nazi en América, de Roberto Bolaño






