
Conhecido por ser o romance que serviu de base para o roteiro do filme dirigido por Ridley Scott, Androides sonham com ovelhas elétricas, título original deste livro, de Philip K. Dick, é uma obra imperdível para os fãs de cinema e clássicos da ficção científica. A edição da Aleph conta com capa ilustrada por Rafael Coutinho, além de extras como: uma carta de Dick aos produtores do filme, a última entrevista concedida pelo autor, publicada na revista The Twilight Zone, e um posfácio escrito pelo jornalista e tradutor desta edição, Ronaldo Bressane, que traçou paralelos entre o filme e o livro.

Um clássico moderno da literatura mundial e uma das maiores obras de George Orwell, 1984 ganha nesta edição um caprichado projeto editorial e gráfico, com box personalizado e nova tradução e posfácio de Ronaldo Bressane para a editora Tordesilhas. Em Londres, cidade localizada no superestado transcontinental da Oceânia, o falsificador de documentos históricos do Ministério da Verdade Winston Smith não suporta o regime totalitário sob o qual vive, mas não faz mais do que encher páginas de seu diário com sua angústia e desalento. Presente em todos os momentos, em todos os lugares e sempre apto a condenar qualquer mínima infração, o Irmão Maior, líder distante e abstrato, é magnânimo e inatingível demais em seu poder. Até que Smith conhece Júlia, funcionária do Departamento de Ficção, e após se apaixonarem clandestinamente um pelo outro, sentem que uma quebra na estrutura social finalmente é possível.

Inspirado na infância da autora, O corpo em que nasci conta a história de uma menina que nasceu com uma deficiência no olho, uma mancha que borra o que ela enxerga à sua volta. Mais que isso: imprime nas coisas, nos outros, nas experiências, as digitais de seu próprio corpo, estranho e marginal. Narrado em forma de solilóquio no divã de uma psicanalista – neutra e invisível – este é o romance de formação de Guadalupe Nettel. Criada em um ambiente progressista no México, estrangeira em uma periferia de Aix-en-Provence e dona de um imaginário peculiar, Guadalupe arquiteta sua prosa com introspecção e uma naturalidade desconcertantes. Ao desfiar suas memórias mais íntimas numa linguagem que às vezes soa como um relatório, Nettel se afasta da ideia de catarse e se aproxima de uma investigação de seu próprio território, este corpo que a localiza e a faz existir no mundo, geografia irregular e palpitante com a qual ela tenta se reconciliar. O romance faz parte da coleção Otra Língua, curada por Joca Reiners Terron para a editora Rocco.

Hadleyburg é uma pequena cidade norte-americana conhecida pela honestidade de seus habitantes. Um forasteiro, sentindo-se ofendido em sua passagem por lá, põe em ação um plano de vingança que pretende desfazer a alcunha de integridade não apenas dos que lhe ofenderam, mas da cidade inteira. Escrito em quartos de hotel logo após a morte da filha, enquanto o autor cumpria uma agenda de leituras na Europa e também fugia de credores de seu país, O Homem que Corrompeu Hadleyburg, traduzido por Ronaldo Bressane, desenvolve com excelência fundamentos que definem uma sátira: a ironia fina, o humor, o sarcasmo fazendo parecer leve uma crítica severa às certezas de uma época, de seus hábitos, de suas pessoas. E como a literatura mais magistral, esta novela subverte qualquer tentativa de conclusões fáceis: Hadleyburg é arruinada ou libertada? O misterioso forasteiro é um vilão ou um herói? É este um livro de vingança, ou de redenção? Fica claro, porém, que se está diante da complexidade do caráter humano vasculhado por um mestre no auge de sua forma.
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