Tag: poesia

  • Emicida: “Sei de nada”

    Emicida: “Sei de nada”

    CORRERIA O álbum O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui levou o rapper paulistano Emicida para EUA, Europa e África. Por trás do sucesso, uma palavra: independência Capítulo 1 FAMINTO De como um garoto órfão quase não comeu o pão que o diabo amassou — por falta de pão — até se sentar à mesa com…

  • No que eu acredito

    No que eu acredito

    Um poema em prosa de JG Ballard

  • Púbico e público

    Púbico e público

    De vida curta e obra transbordante, Ana Cristina Cesar moveu-se na estreita linha que divide a existência e sua encenação

  • Viagem ao redor do pau

    Viagem ao redor do pau

    Em seu novo livro Sermões, a escrita de Nuno Ramos apropria-se do sexo para fugir da morte — mas, assim como em sua obra plástica a materialidade nunca é rígida, em seu texto Eros e Tanatos se dissolvem

  • Mil outonos

    Mil outonos

    Após uma longa primavera e um doloroso verão, o Impostor volta a trazer dicas de leitura

  • Romântica como um subúrbio

    Romântica como um subúrbio

    Assim quereria minha última resenha para a revista Bravo!: fresca como um golpe de ar. Leitura de Rua da Padaria, de Bruna Beber

  • Medo e nojo em Paraty

    Medo e nojo em Paraty

    Em julho de 2004, a revista TRIP envia seus repórteres-pulgas à segunda Festa Literária Internacional de Paraty e mostra o que não saiu na Caras nem na Bravo

  • Resenhas: poemas, contos, romances

    Resenhas: poemas, contos, romances

    Os olhos cansaram de tanto que você os prendeu na timeline do Twitter e do Facebook atrás de notícias sobre os protestos pelo Brasil? Descanse retinas, mentes (ou pés, no caso de você ser um manifestante) com páginas estáticas para reoxigenar o espírito

  • Poesia Ilimitada

    Poesia Ilimitada

    No Rio de Janeiro, um português abriu a única livraria especializada em poesia do país: conheça Changuito, o intrépido livreiro que não diz uma frase sem citar um poeta

  • Estética do Frio

    Estética do Frio

    Vitor Ramil, Angélica Freitas e Odyr Bernardi lançam novas obras e propõem Pelotas como o centro de um novo universo artístico brasileiro

  • Amor = Humor

    Amor = Humor

    Namoram há 3 anos, se conhecem desde os 11 e não param de trabalhar juntos (e muito). O casal Clarice Falcão e Gregorio Duvivier são a coisa mais engraçada e graciosa do novo humor brasileiro

  • Ladeira Tim Maia

    Ladeira Tim Maia

    O pai leva a filha nos ombros

  • O último concerto pop

    O último concerto pop

    Esse lugar vai acabar por causa do progresso inexorável da cidade o progresso vai acabar com a experiência de assistir a um show o progresso vai acabar com a experiência o progresso é o work in progress sem o in na plateia ninguém acende cigarros baseados beijos acendem-se flashes iphones ipads a experiência precisa ser…

  • Desentranhado da entrevista de um mito

    Desentranhado da entrevista de um mito

    Composição musical tem a ver com melodia e ritmo e depois disso vale tudo A transfiguração me arrastou para fora do caos e voei acima dele O velho vai embora e o novo entra sem fronteira definida não existe fronteira definida entre o dia e a noite é como mágica é necessário se conectar a…

  • O intelectual é um urubu

    O intelectual é um urubu

    Um bolo de rolo com o premiado padre-poeta Daniel Lima, morto em abril depois de passar 95 anos zombando da glória e da Moça Caetana

  • A lucidez póstuma do poeta

    A lucidez póstuma do poeta

    Perfil de Rodrigo de Souza Leão para o caderno Ilustríssima, Folha de S.Paulo de 6-11-11

  • A casa da dor de cabeça

    A casa da dor de cabeça

    Um poema em prosa do nobelizado Tomas Tranströmer Eu acordei dentro da dor da cabeça. A dor de cabeça é um quarto onde tenho que ficar enquanto não consigo pagar o aluguel de outro lugar. Cada cabelo dói até ficar grisalho. Existe uma dor dentro daquele nó górdio, o cérebro, que quer fazer tantas coisas…

  • Sosseguim ataca novamente

    Sosseguim ataca novamente

    > Release para Setembro, de Junio Barreto Sete anos levou Junio Barreto para espantar a “maldição do segundo disco”, esse clichezão da crítica musical. Espantou do jeito mais solar que podia. Afinal, o chamado Caymmi de Caruaru – pela voz grave e pela lentidão ao compor – também passou um bom tempo espantando umas e…

  • Um tchau (à Alvim)

    então fica assim: a gente vai se falando

  • Para um infante que viaja solo

    So where have you been my blue-eyed son? Sobre o Atlântico jogando Nintendo? Te arrumei um lugar à melhor janela Bom camarote pro apocalipse da grana Claro, você pode trocar os Piratas do Caribe Pela Ilha do Tesouro ou pelas tiras do Calvin Pode pensar nos cabelos da tua nova irmã esquimó Ou estender as…

  • Esquimó sai do forno

    Esquimó sai do forno

    Entrevista com Fabrício Corsaletti feita pro Outlook [p. 65] – 2 de março o poeta lança Esquimó na Livraria da Vila “Escrevo/ como quem constrói/ um túnel transparente/ para o vento/ como quem modela o vento/ como quem deseja/ ajudar/ o vento/ a passar.” Nessa rara passagem metalinguística, Fabricio Corsaletti, 31, mais uma vez fala…

  • Sossega, Leão

    . Tudo é pequeno. Tudo é pequeno A fama A lama O lince hipnotizando a iguana O que é grande É a arte Há vida em Marte. . Estranho último poema este, postado cinco dias antes da grande viagem. Dia 1 de julho Rodrigo de Souza Leão partiu além. Um poeta estranho pela peculiar mistura…

  • O maior palíndromo do mundo

    …é do Demetri Martin, que cometeu esse poema de 224 palavras: “Dammit I’m Mad” Dammit I’m mad. Evil is a deed as I live. God, am I reviled? I rise, my bed on a sun, I melt. To be not one man emanating is sad. I piss. Alas, it is so late. Who stops to…

  • No labirinto de Papasquiaro & Bolaño

    O milagre exige Que via imaginarei para seguir flutuando & atravessar a selva sempre crescente do grosseiro rio O milagre exige De meus ossos flor & de minha mente frutos Neste crepúsculo preciso em que a nuca do sol vai de focinho O ouro sepulta a cinza a praga ao mar a magia a toda…

  • De México via Colômbia

    “Poema escrito al revés”, de Eielson Incendiados labios mis y labios tus entre fruto un como cresce muerte la y estrellas las todavia cuentan dedos misy a llanto de cubos sangre de piramides azules mares auxilio hueso y carne de vivir dejes me no ojos los y manos las cortame pero siempre para vida la…

  • Bien que podia llover, non?

    Bien que podia llover, non?

    Pra molhar esse agosto seco e sacal, mais um do mestre chileno, num livrim que a amigona Carola González trouxe de Barça: Sangrento dia de chuva Ah, sangrento dia de chuva, que fazes na alma dos desamparados, sangrento dia de vontade apenas entrevista: detrás da cortina de juncos, no lodaçal, com os dedos dos pés…

  • Ressurreição

    A poesia entra no sonho como um mergulhador em um lago. A poesia, mais valente que ninguém, entra e cai feito bala em um lago infinito como Loch Ness ou turvo e infeliz como o lago Balatón. Contemplá-la desde o fundo: um mergulhador inocente envolto nas penas da vontade. A poesia entra no sonho como…

  • Kafka à beira-mar

    Você se situa na beira do mundo E eu, na cratera de um vulcão extinto; E em pé à sombra da porta, Perfilam palavras cujas letras se perderam. Lagarta adormecida que a lua ilumina, Peixinhos que chovem do firmamento, E do lado de fora da janela Soldados de espírito decidido. Numa cadeira à beira-mar, Kafka…

  • Enzensberger

    “Sombra” I Aqui ainda vejo um lugar, um lugar livre, aqui na sombra. II Esta sombra não está para vender. III Também o mar atire talvez uma sombra, também o tempo. IV As guerras das sombras são jogos: nenhuma sombra está ante a outra na luz. V Quem mora na sombra não morre fácil. VI…

  • e. e. cummings

    love’s function is to fabricate unknownness (known being wishless;but love,all of wishing) though life’s lived wrongsideout,sameness chokes oneness truth is confused with fact,fish boast of fishing and men are caught by worms(love may not care if time totters,light droops,all measures bend nor marvel if a thought should weigh a star —dreads dying least;and less,that death…

  • Sítio das maravilhas

    Minha vida, minha vida, minha venerável, minha primeira promessa descumprida, meu primeiro amor desmentido, teu retorno foi irremediável. Também tive de conhecer o que a vida tem de melhor quando dois copros gozam no ardor unindo-se para sem fim renascer. Totalmente dependente, conheço o terremoto do ser, a hesitação em morrer, o sol que fustiga…

  • Blake, 250 anos

    BLAKE & SITAR 250 de Nascimento de WILLIAM BLAKE Lançamento do livro O CASAMENTO DO CÉU E DO INFERNO & OUTROS ESCRITOS de William Blake Alberto Marsicano – Sitar & Leitura Leitura – John Milton Fernando Del Vecchio – Baixo André Jung – Batera Nesta quarta 28 de Novembro de 2007, comemora-se em todo mundo…

  • El astronauta paraguayo camina por la selva

    por Douglas Diegues Dicen que el amor azul es uma musikita idiota que hasta los monos puedem tocar em um órgano electriko koreano Non seas dildo loko Nim kolita de Pombero Kurepa Si dices que creés em amor azul seguramente te van a llamar de idiota Si non queres llevar ventajas van a decir que…

  • Lengua extraña

    Yo abandoné esto en tu oreja para cuando tú despertares Una lengua una hambre una batalla de ser comprendido Yo abandoné esto en tu orilla para cuando tú despertares La extraña sensación de quedarse perdida en tu barrio Yo abandoné esto en tu ordeña para cuando tú despertares Para que sientas mi susto como si…

  • Meu amor me ensinou a ser simples

    > essa saiu n’ O Globo, 30-6-7. Com as lições de Oswald, Drummond e Bandeira na ponta do lápis, o poeta paulista Fabrício Corsaletti estréia pela Cia. das Letras em antologia que atualiza o modernismo – sem ser chato “Acontecia às vezes/ da cidade/ se abrir como manhã de maio/ na minha frente hoje/ entanto…

  • Nachón

    Um aquário explode e tudo vira água. Não marés, água jorrando sobre o chão, corpos se sacodem sem ser peixes sem ser nada. Desejaste caos e desejaste os limites arrasados. Este aquário perde contenção e o que foi algo agora é resto, reminiscência: o jogo de caixas chinesas acaba e o mundo dentro de outro…

  • Vem por ali

    Another monk was walking along when he came to a lady who was sitting by the path weeping. “What’s the matter?” he said. She said, sobbing, “I have lost my only child.” He hit her over the head and said, “There, that’ll give you something to cry about.” Pra não ficar só na putaria, um…

  • Chacal é bundamental

    sou trocador de ônibus. tenho 35 anos e quero me casar. ter mulher, filhos, um lar. meu nome é bundamental. uma tarde, o coletivo parou num ponto da praça seca. subiu uma moça que era um sonho. branca, peluda, dentes bons. e que perfume! meu nome é bundamental quando passou na roleta, num ímpeto súbito,…

  • Estratégia de branding

    para K. Demarca território neste couro com os dentes escreve nome sobrenome vermelho roxo verde pro teu logo Com as unhas anota instruções para este uso o que é teu embala com seiva suor saliva nesta página escande ou rasura a tua serifa Demarca território neste couro só não repõe no mercado este produto –…

  • Piscina vazia

    para Marisa Lobo Vianna . Lembro de você num vestido prateado um spot de luz bem sobre onde estava sentada no palco sorrindo os pés flutuam os pés nus flutuam entre palco e platéia Desconhecia se era a peça ou a vida entre palco e platéia seus pés flutuam você prestes a saltar na piscina…

  • Conflito de gerações

    você consegue virar uma estrela com uma mão? não? eu consigo

  • Se eu fosse o Fabrício, escreveria:

    a cidade ignora o lento trabalho do ar nos seus seios perdoa perdoa a nossa ignorância a nossa banalidade a nossa amargura e humor desesperado sei que existe um mundo real atrás dos mundos em que nos defendemos e concentrado engulo a saliva anterior ao deleite . Do maravilhoso Estudos para o seu corpo [Cia.…

  • If Edgar Allan Poe had been a studio executive

    por Torgo Once upon a midday dreary, while I pondered, weak and weary, O’er the many quaint and curious screenplays piled upon my floor, While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping, As of someone gently rapping, rapping at my office door. ” ‘Tis some screenwriter,” I muttered, “tapping at my office door;…

  • Curso rápido de puisia muderrna

    The Red Wheelbarrow so much depends upon a red wheel barrow glazed with rain water beside the white chickens. William Carlos Williams, 1923 . Um Fusca vermelho bala soft morreu naquele morrinho ali ó vermelho cor de bala soft como a cara dos caras que empurraram e ó pó pó pó pegou no longe o…

  • El Amor Amor no es una Locura Automática

    Apesar do nome, Douglas Diegues é um poeta singular. Carioca habitando Campo Grande há mais de década, é criador de, hum, um jargão poético chamado portuñol selvaje – uma espécie de mix tosco e imprevisível entre as línguas portuguesa, espanhola e tupi-guarani. Poeta de fronteira, seus temas são também limítrofes: entre o sujo e o…

  • Um dos deuses mais lindos

    – Pai, o que é o infinito? – O infinito… o infinito… hummm… um número tão grande que a gente nem consegue contar. – Então, não existe? – Existe… – Mas se não dá pra contar, não existe! – Claro que existe… só que a gente não consegue ver… é como se não existisse. –…

  • Este poema se autodestruirá

    O reino da Dinamarca fica tão longe o cheiro de podre não chegará aqui meu filho constrói castelos de Lego devo não nego pago quando puder as saudades que invento de Londrina a oitocentos quilômetros da retina se sente mais o fogo de um escorpião I think I made you up inside my head Kim…