a cidade ignora
o lento trabalho
do ar
nos seus seios
perdoa
perdoa
a nossa ignorância
a nossa banalidade
a nossa amargura
e humor desesperado
sei que existe um mundo
real atrás dos mundos
em que nos defendemos
e concentrado engulo
a saliva
anterior ao deleite
.
Do maravilhoso Estudos para o seu corpo [Cia. das Letras], do Fabrício Corsaletti. Se eu fosse ele, escreveria este aqui também…
seus braços são a única coisa do mundo
sem morte
.
…mas, pensando melhor [e antes que eu roube toda a poesia do mundo para ela, mesmo que não chegue], vou ali escrever os meus…
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