Categoria: Ensaio
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Sem acordo
Comecemos 2009 devagar, cercando o inimigo… com uma das leituras da praia, o astuto Entre nós, seleta de entrevistas, perfis e artigos de Philip Roth: “Numa cultura como a minha, em que nada é censurado mas em que os meios de comunicação de massa nos inundam de falsificações idiotas da existência humana, a literatura séria…
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Esconde-esconde
Acho espantoso que um ator inteligente como o Pedro Cardoso solte um manifesto tão ingênuo contra o que chama de pornografia – pelo seu texto, muito bem escrito aliás, a definição é bastante confusa; lendo sua tese, me pareceu que até a moça acima mereça ser incluída na putaria generalizada enxergada pelo ator no cinema,…
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A bomba explodiu
Uma hora ia acontecer. Desde que o graffiti de SP hypou, pixadores não têm visto com bons olhos que os antigos companheiros de correria tenham assumido a vanguarda da street art no mundo. A lata virou, e quem pagou o pato foi a Choque Cultural, mais bem-sucedida galeria de arte dedicada à street art em…
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Filhos de Duchamp na Vila
Artigo previamente publicado aqui no Impostor, agora republicado na revista Simples Afinal, essa merda é arte? A frase-clichê aparece de tempos em tempos – talvez um dos picos de seu uso tenha sido quando Duchamp lançou urinóis e monociclos aos leões da crítica e do público. Enquanto o enxadrista franco-canadense é canonizado pelos brasucas nos…
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Azul de fome
Por que não existe comida azul? Essa pergunta ficou no passado. Com o sucesso da antocianina, antioxidante que azuleja as supersaudáveis blueberries e promete vida longa, no futuro todo rango que se preze pode ser azulzinho como o amor de Djavan
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Quem chuta o seu tempo morto?
No caderno Link do Estadão desta semana, há uma matéria do Filipe Serrano sobre propaganda em celulares que me deixou intrigado. Ele entrevistou Laura Marriott, presidente da Mobile Marketing Association, organização sobre propaganda no celular que reúne anunciantes, operadores e agências de publicidade em todo o mundo e acaba de se estabeler no Brasil. Ao…
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O primeiro poema do século 21
Hoje faz cinco anos que, usando dois aviões e duas torres, Osama bin Laden escreveu a rima que abre essa tragicomédia chamada século 21. Aquela grandiosa terça-feira, 11-9-2001, é dos poucos dias de que me lembro em pormenores: o despertar agridoce ao lado da minha então mulher [cujo aniversário fora no dia anterior], o trajeto…