Reportagem

Superchevere


>>> Finally, minha matéria sobre a viagem à Colômbia no começo do ano… Saiu na PróximaViagem deste mês. Textinho meio careta, meio turistóide, fotos zuadas, eu sei. Mas as dicas são quentes

Soy loco por ti Locombia

Pode acreditar: a outrora violenta Bogotá já figura entre as cidades mais legais do continente

Uma mistura de Buenos Aires com São Paulo. É sempre assim, quando a gente viaja: tenta entender uma cidade a partir de outras. Mas esta comparação é só a primeira impressão ao bater perna pelas ruas de Bogotá. Quer dizer, a terceira impressão. A primeira tem-se antes mesmo de embarcar: “Tá indo pra Colômbia, é? Cuidado, hein!”, advertem amigos, depois de um sorrisinho malicioso. Os fantasmas do narcotráfico e da violência ainda sombreiam a imagem do país. O mesmo tipo de espectro que torna todo brasileiro malandro e amante de samba. Enfim, a sombra do lugar-comum.

Esta nuvem escura, no entanto, começa a se dissipar tão logo você aterrisa e desvenda a cidade de 8 milhões de habitantes escondida a 2600 metros de altitude na Cordilheira dos Andes. No belo aeroporto tem-se uma sensação que mistura segurança e a falta dela, tantas são as fardas à vista – de militares, de policiais, de guardas. Aí vem a segunda impressão: a de que o país está em guerra. E não é só com as Forças Revolucionárias da Colômbia, as Farc. A batalha a olho nu é contra o estereótipo.

É na Calle 26, uma das mais importantes vias bogotanas, a caminho do bairro da Candelaria, que você começa a imaginar Bogotá como um mix portenho-paulistano. As avenidas largas, os abertos e aprazíveis parques e a preservada arquitetura “inglesa” lembram Buenos Aires. Táxis amarelos convivem com automóveis novíssimos ou velhuscos. Grandes ônibus vermelhos biarticulados (os Transmilenios) dividem espaço com as multicoloridas e intrépidas busetas, como são conhecidos os ônibus aqui. As bicicletas também dão as caras – cheguei ali no Dia Sin Coche, quando mais de 100 mil magrelas tomavam as ruas da cidade.

Então você se aproxima do centro empresarial internacional, com suas torres altas de vidros espelhados, e vê, longe, nas encostas das montanhas, as favelas, aqui chamadas barrios de invasión, percebe um familiar abismo entre riqueza e miséria e, sentindo o clima outonal no rosto, é inevitável lembrar-se de São Paulo. Chega à Candelaria e saca que esse negócio de entender uma cidade a partir de outras é furado: o bairro, centro histórico e turístico de Bogotá, parece uma Ouro Preto hispânica.

As universidades sediadas nas estreitas ruas da Candelaria lhe conferem uma eletricidade incrível. Só até as 11 da noite, no entanto – depois, apenas maiores de 18 anos podem ficar na rua. E nada de beber na praça, senão vai preso. É a tolerância zero do governo direitista Álvaro Uribe, que, a despeito das críticas, reduziu a violência na Colômbia. Medellín, por exemplo, sempre comparada a Beirute ou Bagdá, passou a figurar entre as cidades mais seguras do planeta.

Voltando à pulsante Candelaria: Calle 11, carrera 4, numero 41. Em um dia ideal, espremendo uma semana em 24 horas, este seria um excelente endereço para começar sua flânerie bogotana. Antes de colocar o pé no asfalto, uma dica de como se localizar pelas ruas numeradas da cidade. De cima para baixo, do leste a oeste, estão as carreras; do sul ao norte, da direita para a esquerda, as calles. O Donación Botero, parada obrigatória em sua viagem, por exemplo, fica na once con cuatro. Na entrada deste centro cultural, você conhece um dos orgulhos nacionais: o café.

O grão é o segundo produto de exportação do país (o caro leitor deve imaginar qual é o primeiro). Para um brasileiro “cafeinômano” é tanto uma maravilha quanto uma inveja. Afinal, os caras nos passaram a perna e criaram a Juan Valdés, uma franquia de lojas de café muito mais charmosa que um Starbucks da vida, sem deixar de ser original. Dê o braço a torcer e prove um expresso perfeito, enquanto contempla o sol forte da manhã batendo na fachada amarela da igreja de La Candelaria (1686). Repare no vai-e-vem de universitários e das colegiais de meias ¾ e saias escocesas a caminho das escolas católicas.

Sugiro se acompanhar por uma leitura como a revista Semana, o tablóide cultural Arcadia ou a excelente Malpensante, uma espécie de piauí colombiana. O café da manhã pode ser um bocadillo de jamón y queso (vulgo misto-quente) ou um croissant. Não espere encontrar nosso pão com manteiga, pois o costume local é mandar uma arepa, panqueca feita de milho e água, junto de um tinto (o ralo café nacional).

Findo o desjejum, é hora de adentrar na casa dos gordinhos, ou melhor, no Museo Botero. O artista nascido em Medellín, mundialmente conhecido pela colorida e bem-humorada guerra contra a anorexia, exibe aqui umas 150 telas próprias além de sua inacreditável coleção, que reúne Chagall, Picasso, Corot, Toulouse-Lautrec, Giacometti, Francis Bacon, Salvador Dalí, Max Ernst, Pisarro, Manet, Monet, Fernand Léger, Braque, Klimt, Kokoschka, Henry Moore, Balthus, De Chirico, Miró, Lucian Freud, Robert Rauschenberg e Calder. Exagerando, é como se o brasileiro Vik Muniz tivesse transformado sua galeria particular no Masp, o Museu de Arte de São Paulo.

Com instalações brutalistas e entrada franca, o museu se conecta elegantemente com a Casa de la Moneda, onde se conhece a história – sobretudo econômica – da Colômbia. Aqui se perde um ou dois dias brincando. Seus jardins são ótimos para ler, relaxar, flertar. Mas você quer conhecer Bogotá, claro, e há muito o que fazer na maior cidade da Colômbia.

Ainda na Candelaria, descendo a Calle 11, você passa pelo delicioso Centro Cultural García-Márquez, que abriga um café, salas de exposições, cursos e uma das melhores livrarias de Bogotá. O cheiro do café recém-tirado pode aguçar o paladar durante uma saborosa leitura. A sugestão é comprar o indispensável guia Bogotá Bizarra (Editorial Aguilar) e descer mais uns quarteirões até a majestosa Plaza Bolívar. No caminho, prepare-se para ouvir a sinfonia de buzinas do trânsito doido. E tome cuidado ao atravessar a rua.

Na praça, batizada com o nome do libertador da América, reina a Catedral Primada (1823). É o centro político do país, então você vai topar com todo tipo de soldados, além, é claro, de muitos pombos. Aqui estão o Congresso, o Palácio de Justiça, a Prefeitura. No meio de tudo, esquadrões de vendedores de chamadas de telefones celulares (R$ 1 o minuto), bookmakers de corridas de porquinhos-da-índia [É ISSO MESMO!!!], anões mariachis vestidos de toureiro e uns dois ou três ilusionistas. Num passe de mágica, desaparecem cartas de baralho e, cuidado, o conteúdo dos seus bolsos. Aos domingos, são oferecidas aulas de alongamento grátis sob as vistas do estatuado Bolívar.

Antes de sair da Candelaria, onde há um mundo de coisas a conhecer, de lojas de pedras preciosas a banhos públicos (sem falar na última roupa que vestia o megatraficante Pablo Escobar, exposta no sinistro Museo de la Policía), passe em uma das muitas lojas de chapéus, ainda na calle 11. Sim, Bogotá cultiva essa tradição: o chapéu panamá foi inventado na Colômbia (é chamado de aguadeño).

Já prevenido pelo sol escaldante ou pela chuva repentina – a meteorologia bogotana é imprevisível –, ande outras quadras até o Museo del Oro. Só pelo fato de conter 34 mil peças cunhadas no precioso metal, herança das tribos tayrona, tolima, calima, nariño, muisca e quimbaya, que habitaram o país antes da chegada de sola dos espanhóis, você fica se perguntando a quantidade de ouro que foi, digamos, passear pela Europa na época da colonização. Sem dúvida, é o maior museu no mundo em sua classe. Observar os detalhes da Balsa Muisca – um barquinho dourado protegido por um translúcido cubo de cristal e que representa um ritual indígena chamado de El Dorado – pode ser algo emocionante, caso nenhum turista faça o favor de quebrar o inefável momento com o estouro de um flash.

A noite vai ser boa
A esta altura da brincadeira pelas ruas de Bogotá, você deve estar faminto. Fique tranquilo, a cidade tem gastronomia de qualidade e, na maioria das vezes, a preços bem inferiores dos cometidos à queima-roupa no Brasil. A comida cotidiana é bem diferente da nossa. Mistura culinárias andina, espanhola, caribenha, africana e crioula. Frango é a carne principal, encontra-se boa carne bovina, raramente de porco e ótimo peixe. Tudo quase sempre acompanhado de milho e batatas [veja box].

Um excelente lugar para desvendar os pratos colombianos é o impecável Club Colombia, na Zona Rosa. Sugestões são o ceviche de lagostas, o caldo de costela com batatas, as empanadas de pipián, a cazuela de mariscos e a sobrebarriga guisada. Para sobremesa, deguste as incríveis frutas da terra: sulu, uchuva, curuba, mamoncillo, pitaya. Todas podem ser encontradas no Mercado Paloquemao, uma epifania culinária. Doce de leite e rapadura, aqui chamado de panela, são onipresentes, bem como o chocolate. Se você for chocólatra, imperdível é o Coti Cacao & Chokolaj, onde são preparados raviólis, sopas, pizzas e coquetéis de chocolate. O lounge desenhado com sobriedade é um lugar perfeito para pedir alguém em casamento. Caso esteja sozinho, é consolador saber que se dispõe uma excelente qualidade do melhor substituto para o amor já inventado. Uma opção democrática, de baixo custo e alto relevo, é o Crepes & Waffles, franquia onipresente que tem uma peculiaridade: apenas chefas de família trabalham ali.

Um dos melhores bairros para comer – e beber, claro – é a Macarena. Esta espécie de Vila Madalena, bairro boêmio de São Paulo, reúne artistas, músicos, escritores e bistrôs charmosos. O pequeno Donostia (só abre no almoço), numa ruazinha próxima à Plaza de Toros, é dos melhores restaurantes na cidade – experimente a chuleta de porco ou o hambúrguer. Perto há o Tapas Macarena, especializado em petiscos espanhóis, e o famoso Leo Cocina y Cava, onde só entra quem estiver vestido na estica e tiver reserva: é o mais exclusivo e caro restaurante de Bogotá (nos bons tempos de Pablo Escobar, foi o lugar mais habitado por coletes à prova de balas no planeta). Agora, se você quer apenas tomar uns tragos e conhecer pessoas improváveis, o avermelhado e cosmopolita Ciudad Invisible é daqueles bares que, mesmo depois de fechados, seguem abertos, lá dentro, esperando o sol nascer.

Caso você queira se divertir, saiba que nisso os colombianos são, digamos assim, uns brasileiros. A qualquer hora do dia, em qualquer lugar, se escuta, ou se berra mesmo, salsa, vallenato, mambo. Até mesmo nas touradas e nas brigas de galo. Se você detesta crueldade com animais, nem passe perto – mas, se for um estudioso da (falta de) alma humana, lugares onde se cometem tais esportes são intrigantes. Na Plaza Santamaria se promove a tourada à grande. É evento tradicional da elite colombiana.

Os ingressos vendidos no dia – domingo – são praticados a preços sanguinários (chegam a R$ 300). Na linda arena, arquitetada ao estilo mourisco, cabem vinte mil pessoas bem apertadinhas, todas munidas de almofadas, bocadillos e cantis de chicha (cachaça local, de milho) ou gaseosas (refrigerantes).

São levadas umas sete fiestas bravas entre bois e homens, com nítida vantagem para os segundos, como era o esperado e ao contrário do que torcia a reportagem. Os gritos de “Mátelo!!!” fornecem subsídios aos pesadelos das almas sensíveis por noites seguidas.

Uma alternativa mais pop, digamos, as rinhas de galo rolam por horas e você pode muitos mijones de pesos, se apostar: cada luta, acompanhada majoritariamente por homens, dura pouco mais de 10 minutos. Há galos brabos que passam um par de anos sem beijar a lona. Há senhores humildes que torram R$ 5 mil em meia hora.

Falando em beijos, rumemos às rumbas, onde o sangue ferve mas é melhor tratado. Sem delongas, os melhores lugares para dançar salsa, seja para locais quanto para gringos, daqueles que você tem de conhecer antes de morrer, são os salões El Goce Pagano e El QuiebraCanto. Aqui ninguém brinca em serviço, e sugere-se ao menos três mojitos a quem se aventurar na pista. A rumba começa lá pelas nove e entra até umas 3 da madrugada. Quando a música rola, o espírito louco e amistoso do colombiano encontra sua essência, o que significa que ninguém liga se você chama de dança aquela sua bizarra síncope nervosa – certamente vão te olhar e dizer “chevere!”, o termo usado para “legal”, “maneiro”, “cool” ou qualquer outra coisa indefinível. O Salomé Pagano, na Zona Rosa, frequentado por uma galera mais vintage, também tem uma coleção magnífica de vinis de salsa, além de ótimas apresentações ao vivo.

Para compras e drinques, a melhor sugestão é um passeio pela aprazível Zona Rosa, mistura de Jardins com Ipanema. É onde desfila a jeunesse dorée do país, ou, como eles chamam por aqui, os plays ou gomelos. Os shoppings Andino e Atlantis são exatamente iguais a qualquer mall do mundo, orgulhosos de suas grifes globais, seus ótimos cinemas e sua gente com gel no cabelo (o corte da moda aqui é o moicano, à Cristiano Ronaldo; os mullets argentinos também fazem sucesso). Bater perna por essas calçadas largas, limpas e ordeiras é um prazer. Sacolas cheias, o legal é fazer pit stop por pubs bacanas como o Pub (nenhuma originalidade no nome, é verdade) e o Bogota Beer Company, com fish & chips, trilha roqueira setentista e boas pints.

Com noites de sobra, vá às discos, como a Cachao, a Salsa Camara ou a Galleria Cafe Libro, onde se ouve salsa de verdade ao vivo. Falando em música, esqueça obviedades como Shakira e Juanes. Em diversidade, a música colombiana ombreia com a brasileira, a norte-americana e a cubana. Bandas como a La 33 e a Aterciopelados reinventam os ritmos caribenhos e provam que os caras não brincam em matéria de swing com inteligência. Depois que terminar esse seu dia de 168 horas, eu pagaria para entrar em seus sonhos: por certo, apesar de já saber ser comum ter a mochila ou bolsa revistada ao entrar ou sair de um edifício, não haverá mais nenhum resquício dos estereótipos citados no início deste texto. Somente o espectro de uma metrópole como nenhuma outra, indefinível, mas maravilhosa – como tudo que é superchevere.

Design, sal e estrela
Em busca de um programa que una natureza e design? Vá para o Parque de La 93, vizinho do Centro de Design. Durante o dia, fervilha de shows de música e teatro. Nos arredores, pipocam ótimos cafés e restaurantes – à noite é um espaço ótimo para jogar conversa fora. A dica para jantar é o asiático Wok 93. Outro lugar delicioso, ali no miolo, é o parque Bavaria. Passeio inusitado é o Planetario, e nem sempre pelas estrelas: ali há salas de espetáculos que brindam os locais com shows de músicos gringos – gratuitos e com filas. Se quiser escapar da cidade, visite a igreja de sal de Zipaquirá ou pegue um um ônibus até a lagoa sagrada de Guatavita.

Três opções para dormir
O hostel Ciudad Invisible é a melhor dica caso queira dormir na Candelaria (www.ciudadinvisible.com). Limpo, seguro, confortável e barato, fica num edifício com três séculos de vida. Tem wi-fi e chá de flores no café da manhã, cortesia da sempre sorridente Natalia – que também dirige um simpático bar de mesmo nome, no bairro da Macarena. Para fugir da Candelaria, opção interessante é o La Boheme (www.hotelesroyal.com), na Zona Rosa. Classudo e confortável também no preço, tem ótimo café da manhã, wi-fi e muito silêncio ao redor. Agora, se o caro leitor estiver em busca de classe e não se importa em gastar, chevere mesmo é o Hotel de la Opera, ao lado do Teatro Colón – o atendimento é personalizado, os quartos conjugam categoria a altos pés-direitos e as vistas de qualquer janela deste 5 estrelas são fenomenais: vê-se dos telhados coloniais de Bogotá às montanhas que abraçam a cidade (www.hotelopera.com.co).

Dançando no vazio
Três pedaços de Bogotá podem causar vertigem no visitante. O primeiro é o Cerro de Monserrate, a 3160 metros, onde se chega a bordo de um funicular inaugurado em 1929. A incrível vista da cidade deve ser apreciada com um maravilhoso chocolate quente na mão. Não deixe também de subir ao 50º andar do edifício Colpatria, mais alto espigão local. Outra fonte de vertigem é a disco bar Cha Cha, rumba cuja pista é transparente. Enquanto tenta seguir o ritmo, vez ou outra tem-se a impressão de salsar a 40 andares de altura – mesmo sem ter bebido os copos de rum apropriados à ocasião.

Cactos mágicos
O bairro das grifes é a Zona Rosa, como foi dito. La Candelaria é o bairro para fuçar lembranças típicas e conhecer o artesanato local. Mas um lugar bacana para compras é o Mercado de Usaquén, no chique norte bogotano. Tem uma cara meio Portobello Road, o mercado de rua londrino, com artesanatos graciosos, ótimos restaurantes, gente bonita e clima de paquera. Mas não espere o charme roots e surpreendente do Mercado San Alejo, no centro, onde se vendem de vinis antigos de salsa a cactos mágicos.

>>> Para seguir a segunda parte da viagem [Cartagena, Tayrona, Barichara], clique aqui.

3 pensamentos sobre “Superchevere

  1. Alô, Ronaldo. Estou de malas prontas pra Colômbia e fiquei animado com a leitura desse seu texto – vou pinçar dicas bacanas daqui. A segunda parte você chegou a publicar em algum lugar? Abraço!

  2. muito bom Ronaldo!! Estou indo no final de agosto e com tuas dicas, a Colombia vai ter outra cara pra mim agora. Era isso que eu procurava… sugestões que fossem mais underground, que fugisse daquela coisa turista demais! =)

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