Ler é muito perigoso

http://laurastorch.wordpress.com/2008/04/04/717/

Na primavera de 1998, Bluma Lennon comprou numa livraria do Soho um velho exemplar dos Poemas de Emily Dickinson, e, ao chegar ao segundo poema, na primeira esquina, foi atropelada por um automóvel.

Já que falamos de grandes primeiras frases, eis mais uma – desta vez, de Carlos María Dominguez, em A casa de papel [Francis]. O argentino vive no Uruguai [onde assenta-se a casinha acima, mais especificamente na praia Punta del Diablo], e lá escreveu a biografia do grande Onetti. Neste seu pequeno livro [quase 100 páginas], comprova com elegância, simplicidade, humor e engenho como, ao contrário do que se imagina, os livros realmente mudam as pessoas – ainda que as pessoas também mudem os livros.

Nós, leitores, espiamos a biblioteca dos amigos, mesmo que seja só como distração. Às vezes para descobrir um livro que queríamos ler e não temos, outras para saber de que se alimentou o animal que está à nossa frente.

Autor: rbressane

Writer, journalist, editor

2 pensamentos

  1. Grande frase do Dominguez!
    Sempre espio a leitura desses animais.
    Um amigo, que tem uma biblioteca fabulosa, é daqueles perigosos. Leitor voraz, língua afiada. Aí passeio pelas estantes dele e saio com algumas coisas embaixo do braço para tentar me safar.
    rs.

    Bj!

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