
Criado por uma família de Nova York como parte de um experimento lingüístico de Herbert Terrace [evidentemente zoando Noam Chomsky, crítico do uso de animais em pesquisas lingüísticas], Chimpsky foi devolvido a um zôo quando a grana acabou – até então, ele nunca havia vivido com outros chimps. Nunca antes enjaulado, surtou forte no zoológico, não se deu bem com os macacos, perdeu todos os pêlos, envelheceu rápido…
História terrivelmente triste, agora contada em livro e resenhada aqui pela Salon. Me lembrou o Kaspar Hauser de Herzog ou, em chave burlesca, o Idiota do Stevie Martin [um branco criado numa família de negros que não saca a diferença] – ou aquele coelho burro do K Dick [Flow my tears the policeman said] que, tentando imitar um gato, tomou uma dentada de um pastor alemão y se fodió. Daquelas histórias que, como escreve a Nicole Krauss, encerram alguma moral – mas não se sabe bem qual.
Chimpsky morreu em 2000, aos 26 anos, de enfarte.
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