Deu na Mônica Bergamo [de 28-5]:
Moradores dos Jardins começam a se organizar para ajudar a polícia a reformar as duas delegacias que cobrem a região -15ª e 78ª DPs- e a 3ª Companhia do 23º Batalhão da PM. O arquiteto Jorge Elias fará de graça o projeto e doará móveis. Hoje, na 3ª Cia., os moradores são atendidos em carteiras escolares em um espaço onde “venta muito”. O capitão Eduardo da Silva Almeida, da 3ª Companhia, diz que “as condições de atendimento realmente não são ideais. E toda ajuda é bem-vinda”. A associação dos moradores do bairro busca ainda empresários que banquem a implantação de internet banda larga para as instalações da PM.
Caminha bem a privatização da violência [do crime e do castigo]. De um lado, o PCC e o CV patrocinam na perifa escolas, hospitais, festas, cestas básicas. De outro, playboys financiam as delegacias para proteger suas residências – já suficientemente bem guardadas por vigias que fazem, nas horas vagas, bicos como policiais civis ou militares [antes era o contrário; mas os caras ganham muito mais como seguranças do que trampando pro povão]. E o Estado, ou qualquer coisa parecida com sociedade civil, vai, devagar, saindo fora da responsa da segurança. Ali nas milícias organizadas do Rio é que está o futuro. E, por suposto, o brejo.
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