Caos

Hoje, logo mais: Pecha Kucha

Deu no Blog da Folha Informática

Burburinho: Evento reúne artistas em SP

Começa hoje [na verdade começou na 5a feira…], às 18h, no Itaú Cultural (av. Paulista, 149, em SP), o Pecha Kucha Night São Paulo, que faz parte da programação da Emoção Art.ficial 4.0. O evento, gratuito, reúne apresentações de artistas no estilo Power Point, defendendo a idéia de que uma apresentação ideal deve ter no máximo 20 telas, com 20 segundos cada.

O termo Pecha Kucha se refere ao som que as pessoas fazem quando conversam _algo como burburinho, em japonês. A idéia para o evento surgiu em 2003, quando Astrid Kleine e Mark Dytham, de um estúdio de arquitetura e design de Tóquio, criaram um espaço para que jovens se encontrassem, trocassem idéias e mostrassem seus trabalhos de forma inovadora.

O Brasil já recebeu o Pecha Kucha, mas em Porto Alegre, onde a edição foi organizada por André Czarnobai, o Cardoso, e Paulo Scott.

Conversei por e-mail com Guilherme Kujawski, um dos organizadores do evento.

FOLHA – Qual é a proposta do Pecha Kucha Night? Como você enxerga a questão da urgência nos trabalhos?
GUILHERME KUJAKWSKI – Vejo várias coisas envolvidas na proposta:
1) Crítica ao modelo de apresentação PowerPoint, em que os palestrantes se valem do programa da MS como uma muleta, e não improvisam em cima do que está sendo mostrado. É uma maneira também de usar o PowerPoint de uma maneira artística, mais ou menos na linha do que o David Byrne executou: http://www.davidbyrne.com/art/eeei/press/EEEI_SanFranciscoChronicle.php
2) Democratiza o modelo monolítico dos simpósios, em que apenas acadêmicos (geralmente) pré-convidados participam. Além disso, abre o espaço ao público que faz perguntas ao final das mesmas palestras.
3) Propõe uma rede social de verdade, tirando as pessoas de frente de seus computadores e colocando-as num espaço de interação real.
4) Valoriza a brevidade numa época de excesso de informação.

Sobre qual a relação com o evento maior, o Emoção Art.ficial 4.0, que tem como tema o fenômeno da emergência, posso dizer que o formato do Pecha Kucha é emergente por natureza. O fenômeno da emergência pode ser descrito como: elementos interagindo por meio de regras simples provocam eventos complexos e inesperados.

No Pecha Kucha, as regras são simples (20 imagens, 20 segundos cada; total de seis minutos e 40 segundos); o resultado disso é um elemento surpresa, pois não tenho idéia de como os apresentadores vão se comportar (medo, excitação?), nem a platéia (frustração, ovação?). Não fizemos um Pecha Kucha temático, pois o próprio formato é emergente.

FOLHA – Quem são os artistas que vão se apresentar nos três dias de evento? Quais as propostas que você destaca?
KUJAKWSKI – Não há só artistas. Há de tudo. Destaco alguns: Andrea Del Fuego (escritora – palestra ficcional feita pelo presidente de uma indústria de cosméticos); Roberto Keppler (artista visual – apresentação de uma série de poemas visuais); Angelo Palumbo (artista visual / VJ – apresentação de um “projeto xamânico” de VJ); Dr. Wires (personagem fictício -”aula” sobre o fenômeno da emergência); Ronaldo Bressane (escritor – leitura de um capítulo do novo livro de ficção científica + imagens); Bruna Beber (escritora – conversa sobre movimentos essenciais do dia-a-dia que são atrapalhados pela urgência das burocracias e obrigações); Edson Kumasaka & Fernanda D’umbra (fotógrafo & atriz – leituras de textos produzidos a partir de fotos); Marion Velasquez (performer – apresentação de projeto com fotografias de São Paulo feitas das janelas rabiscadas de ônibus em deslocamento); Eloar Guazzelli (desenhista de HQ – imagens de conteúdo para celulares); Cláu Martin (webdesigner – apresentação da pesquisa “Um Mito Planetário: explorando a hipermídia”); Rafael Beznos (designer / artista visual – apresentação do projeto DreamLoading); Daniela Porto (comunicadora – apresentação sobre o conceito de Moblogging); Jesus de Paula Assis (jornalista – mostra interativa de prédios antigos de SP em 3D); Christine Engelberg (designer – apresentação do projeto gráfico da revista de entretenimento japonêsa Metropolis); Kiki Jaguaribe (performer – fotos de rodas gigantes ao redor do mundo); Eva Uviedo (artista gráfica – pensata sobre “as coisas”); Ana Paula Albé (fotógrafa / videomaker – performance fotográfica / Projeto Cabine); Rúbia Paião (atriz – performance sobre as emergências no relacionamento homem/mulher); Daniel Dias (programador – “Objetos Conectados”); Ale Marder & Felipe Morozini (videomaker & fotógrafo – manifesto na linha “Mandamentos do hedonista”); Margarida Girão (webdesigner – apresentação com ausência num clima MUSEU); Rebeca Lenize Stumm (professora – reflexão sobre o tempo rápido); e Paulo Scott (escritor – leitura das intervenções apresentadas nos três dias de apresentações do PKN-SP).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s