Por gentileza, tirem Alckmin

Tropa de Choque na Augusta, pouco antes de atirar balas e bombas sobre passantes
Tropa de Choque na Augusta, pouco antes de atirar balas e bombas sobre passantes

— Por gentileza, meu querido, o senhor poderia atravessar a via? Obrigado.

Na hora acusei o baque. Aquele policial militar me chamava de “meu querido”, pedia “por gentileza” e ainda agradecia. Parei no meio da travessia da Haddock Lobo esquina com Paulista e olhei para o policial militar. Usava colete verde-limão, portava um fuzil de balas de borracha, estava armado com cassetete, revólver e talvez uma bomba de gás lacrimogêneo. Era alto, magro, muito negro e muito jovem. Parecia cansado; tinha os olhos vermelhos fixos em mim. Eram 23h15 de quinta-feira 13 de junho, e os protestos contra o aumento das passagens de ônibus haviam começado às 17h. Talvez ele estivesse trabalhando desde então. Talvez estivesse trabalhando desde manhã. Talvez, se fizesse bicos como a maioria dos policiais militares fazem, poderia ter trabalhado de madrugada como segurança, leão-de-chácara, capanga ou assassino de uma milícia. Ou talvez tivesse acabado de chegar e fizesse parte do destacamento dos policiais gentis. Aqueles que chegam depois da guerra, limpam as feridas, carregam os mortos. Aqueles que surgem com flores depois da pólvora apenas para nos deixar com uma boa impressão, com a impressão de que não foi bem assim.

Mas o que ele conseguiu foi o contrário. O policial militar negro, alto, jovem, cansado e gentil só conseguiu aumentar a sensação de irrealidade em que eu estava imerso. Tanto que na hora só me ocorreu perguntar:

— Por quê?
— Esta via será fechada para conter os manifestantes desse lado, senhor. Por favor, atravesse a via.

Atravessei, ainda desconcertado. Em frente à igreja São Luiz Gonzaga, a cavalaria fechava a rua Bela Cintra. Dos dois lados da Paulista havia caminhões da tropa de choque, carros da polícia, SUVs da ROTA, motos da ROCAM. Ao todo, cerca de 150 policiais dos 900 que foram enviados para o campo de batalha. Ao meu redor, pessoas olhavam para os policiais militares com medo. Sem dúvida, eles eram a maior fonte de terror de todas. Ninguém se sentia à vontade perto deles. A sensação de que do nada eu poderia tomar um tapa na cara, uma bomba, uma bala, ser humilhado ou preso somente por estar ali era evidente. Não permanecia mais que um minuto parado. Mas não conseguia tirar os olhos dos policiais militares.

Não desviava os olhos de Geraldo Alckmin.

Alguns minutos antes, tinha visto policiais militares de colete verde-limão cercarem um grupo de jovens, entre eles um cabeludo de terno alto e uma menina que não parecia ter mais que doze anos e um metro e quarenta, e os revistou à base de cassetadas, pescoções e tapas na cabeça.

Alguns minutos antes, tinha visto policiais militares descerem o cassetete para responder a ofensas dos passantes. Participantes do Movimento Passe Livre ou não, era gente que via a polícia e não perdia a chance de dar seu recado:

— Fascistas!
— Vocês também andam de ônibus, seus porcos!
— Truculentos!
— Enfia esse gás no cu, seu covarde!

Os policiais estavam em total segurança física ao receberem esses recados. Portavam capacetes, armas, escudos. Ainda assim, preferiam revidar com violência física. Evidentemente estavam desorganizados, não tinham liderança. Apenas o espírito de corpo.

O espírito de corpo garantido pelo governador Geraldo Alckmin.

Quando descia a Consolação na direção da Maria Antônia, Geraldo Alckmin já estava jogando bombas de gás lacrimogêneo. Avistei o jornalista Felipe Kfouri, que subia, os olhos muito vermelhos:

— Desce não, velho. Eles perderam totalmente o controle. O bicho tá pegando. Toma cuidado.

Enquanto eu descia, cruzei um grupo de ciclistas e cicloativistas. Nenhum deles fazia parte do MPL; estavam, como eu, acompanhando a manifestação.

— Os manifestantes do Movimento Passe Livre, que estavam na frente do Teatro Municipal, tentaram subir a rua da Consolação na direção da Paulista — me contou um ciclista. — Tinham discutido a possibilidade de isso acontecer com um coronel da PM e seriam atendidos. Rolou um princípio de acordo. Só que aí o coronel saiu fora, e de repente apareceram uns caras da tropa de choque, uns vinte, que, do nada, soltaram bombas de gás lacrimogêneo direto em cima da gente.
— Mano, eles foram muito burros — disse um outro ciclista, sério. — Prenderem uns cinquenta caras antes de rolar qualquer manifestação. No meio tinha gente que lidera o MPL. Agora fudeu, o movimento se espalhou e ficou sem liderança e pode acontecer qualquer coisa. Vai dar uma merda grande. Tá cheio de vândalo lá embaixo.
— Mas quem começou foi a polícia. O pessoal estava cantando “Sem violência”, forçando a passagem pra subir a Consolação. Daí os caras atiraram direto o gás, de surpresa. Do meu lado eu vi gente sendo acertada com bala de borracha na cara. Esses caras não são bons de mira, né.

Não, Geraldo Alckmin não parece ser bom de mira. Nesse momento, Geraldo Alckmin vinha pela Consolação, em formação militar, fechando a subida da avenida e descendo na direção da Maria Antônia. O barulho dos helicópteros, as explosões de gás lacrimogêneo, os gritos da multidão, o choro dos estudantes do Mackenzie que presenciavam os confrontos, a desorientação de passantes e motoristas, o cheiro forte de gás, os sacos de lixo derrubados, espalhados e incendiados, a correria que vinha de baixo para cima, de cima para baixo, de um lado para o outro, não deixava dúvidas: Geraldo Alckmin estava tocando o terror.

Geraldo Alckmin disseminou o caos e o medo. Geraldo Alckmin espalhou pânico, brutalidade e violência contra os cidadãos de São Paulo.

Eu vi, ninguém me contou.

— Parece Gênova!
Maurizio Longobardi, empresário da noite e fotógrafo de muitas manifestações políticas, tinha buscado o capacete que estava em sua moto para se defender.
— Eles estão atirando diretamente na cara das pessoas. Não existe a mínima organização. Não usaram megafones, não negociaram, não fizeram barreiras, não fecharam ruas para deixar passar a manifestação. Vieram direto pro confronto.

Neste instante, a tropa de choque que descia a Consolação soltou uma bomba de gás bem no meu pé. Respirei fundo e corri pela Piauí até a Itambé, eu e mais umas cem pessoas. No meio do quarteirão já meus olhos lacrimejavam e a garganta fechava. Senhoras e meninas perdidas choravam de pavor. Motoristas passavam mal com o gás dentro dos carros e tentavam dar ré, em pânico. Um sujeito viu o celular de um cara que tinha caído, pegou e saiu correndo. Um bêbado gritava:

— Isso aqui é a nossa Primavera Turca! Só turco fodendo essa merda, Maluf, Kassab, Haddad, Alckmin!

Geraldo Alckmin subia a Consolação, Geraldo Alckmin descia a Consolação. Geraldo Alckmin estava nas vias principais e entrava nas vias secundárias. Geraldo Alckmin não facilitava a saída de ninguém.

Pelo celular, Geraldo Alckmin enviava notícias desencontradas: tinha pichado e queimado um ônibus na Ipiranga; tinha detido um repórter no Teatro Municipal, porque ele portava vinagre; havia prendido cinquenta pessoas aleatoriamente no Anhangabaú; havia disparado uma bomba de gás dentro de um carro onde estava um senhor de 74 anos, na praça Roosevelt; descia a borracha em incautos que estavam nos bares da prainha da Paulista.

(Diga-se de passagem, o prefeito Fernando Haddad não enviou notícia alguma. Embora a PM não esteja sob seu comando, a cidade está. E ele se omitiu de defendê-la ensurdecedoramente.)

Geraldo Alckmin disparou uma bala de borracha no olho da repórter Giuliana Vallone, que estava parada dentro de um estacionamento ajudando uma passante desorientada. Geraldo Alckmin disparou uma bala de borracha no olho do fotógrafo Sérgio Silva, que pode perder a visão.

Geraldo Alckmin feriu sete jornalistas da Folha de S.Paulo. No editorial do mesmo 13 de junho, o jornal pedia:
— Retomem a Paulista. É hora de pôr um ponto final nisso. Prefeitura e Polícia Militar precisam fazer valer as restrições já existentes para protestos na avenida Paulista.
Geraldo Alckmin havia lido o jornal de manhã, logo depois de chegar de Paris, e, enquanto parabenizava Guaratinguetá pelos 383 anos, às 21h20, auge do tumulto, procurava cumprir o que o jornal pedia.
Uma coisa não se pode negar: se o jornalismo está morrendo, a culpa não é de Geraldo Alckmin.

Encontrei outro amigo, o jornalista Endrigo Chiri, que me disse:
— Eles desarticularam a manifestação, que está se espalhando. Uma parte foi pra praça Roosevelt, outra foi subindo a Augusta, outra sobe a Nove de Julho. Ficou fácil pra turminha do vandalismo. Não tem mais controle. Era mais fácil de controlar se tivessem acompanhado a manifestação.

Dissipada a nuvem de gás, decidimos subir a Consolação. Geraldo Alckmin estava espalhado pelo chão em forma de bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, sacos de lixo queimados. Chegando à Augusta, na esquina com a Antônia de Queiroz, vimos Geraldo Alckmin em toda a sua glória.
Paramos na esquina para fumar um cigarro e descansar da caminhada. Dois caminhões da tropa de choque estavam estacionados na esquina. Em tese, estávamos seguros. Cerca de trinta a cinquenta pessoas se concentravam na esquina. Passantes desciam, subiam. Já havia lixo pegando fogo alguns quarteirões acima da Augusta. Três ou quatro jovens passaram a xingar os policiais militares:

— Fascistas!
— Porcos!

Um grupo de vinte policiais juntou os capacetes, fazendo algo que parecia uma oração. Então, executaram rapidamente uma dancinha bizarra, um funk meio marcial. Finalizaram gritando:
— Aqui é Choque!
O grupo de vinte policiais subiu em um dos caminhões. Outro grupo uniu-se e apresentou o mesmo ritual esquisito. A dança da morte.
— Choque!

Subiram no caminhão. Então, a cena que nunca vou esquecer.

Geraldo Alckmin abriu as janelas e atirou diretamente no grupo ao meu redor. Balas de borracha zuniram nos meus ouvidos enquanto o gás novamente se espalhava à minha volta. Geraldo Alckmin subia a Augusta disparando bombas e balas para todos os lados. Um dos caminhões parou, enquanto o outro subia, e dele desceu Geraldo Alckmin, que partiu para cima de um passante com o cassetete em riste. O passante abriu os braços, mas tomou cassetadas nas costas, nas pernas e na cabeça. Veio mais uma turma de Geraldo Alckmin para cima do passante. Geraldo Alckmin chutava, Geraldo Alckmin batia, Geraldo Alckmin espancava, Geraldo Alckmin empurrava e Geraldo Alckmin imobilizava o passante. Eu subia correndo, a garganta fechada, ouvindo os gritos das pessoas e o choro das mulheres. Nenhum de nós podia fazer nada para ajudar o garoto que apanhava; nenhum de nós podia deter Geraldo Alckmin. Na Paulista, pessoas em um ponto de ônibus, que não sabiam se haveria ônibus, se o metrô estava liberado, se reuniam em busca de informação. Algumas dessas pessoas xingaram a polícia. Uma policial militar baixinha desceu de um carro e abriu fogo diretamente sobre as pessoas que estavam no ponto de ônibus. Atravessamos a Paulista em busca de abrigo – e assim foi a noite toda, zanzando de esquina em esquina, sem saber que rumo ou atitude tomar, porque a avenida estava fechada dos dois lados.

Endrigo Chiri, que morou em Buenos Aires, me lembrava que, lá, onde há manifestações dia sim, dia também, a polícia se prepara para escoltar e garantir segurança a passeatas, piquetes e protestos. Lembrei de algo parecido que havia visto em Paris, na querida Paris de Geraldo Alckmin, em plena Champs Élysées, às seis da tarde. A manifestação simplesmente se impunha e acontecia e pronto. Claro que em nenhum lugar existe a perfeição na organização de protestos e em todo protesto há vândalos, mas há cidades em que existe uma cultura de procedimento com manifestações políticas nas vias públicas, direito assegurado por qualquer democracia. Algo inexistente para a polícia militar de Geraldo Alckmin.

Porque, para impedir que a manifestação fechasse o trânsito da avenida Paulista, Geraldo Alckmin fechou o trânsito da avenida Paulista.

O caos e a irrealidade haviam tomado conta da minha querida avenida. Meu amigo e eu estávamos confusos. Não havia o que fazer além de registrar o que acontecia, vagar de escaramuça em escaramuça. Pois nenhum de nós podia fazer nada para deter Geraldo Alckmin. Geraldo Alckmin disparou bombas e balas sobre pessoas indefesas. Eu vi, ninguém me contou.

Por delicadeza, perdi minha vida, disse Rimbaud. Por gentileza, aquele policial que me chamou de “meu querido” ganhou a minha simpatia, porque vi, por trás de seu cansaço, que ainda se recusava ser um Rambo, ainda se recusava ser um Geraldo Alckmin. Não sei o nome dele, mas gostaria de cumprimentá-lo, como a um amigo, um irmão. Ele me lembrou que, apesar de tudo o que havia presenciado naquela noite, contrariando todas as minhas impressões, nem todos aqueles policiais eram Geraldo Alckmin. Talvez alguns daqueles policiais ainda fossem seres humanos.
Mas talvez isso dure pouco tempo.
Ou quem sabe dure o tempo necessário para tirar do poder Geraldo Alckmin.
Enquanto ainda somos gente.

Autor: rbressane

Writer, journalist, editor

118 pensamentos

      1. Creiam-me, vai muito mais além do que vocês estão dizendo. Não é a questão da exigência escolar, mas da mudança de pensamento e de postura.

        Mas tem que vir de cima para baixo.

        A primeira mudança necessária é a desmilitarização da polícia ostensiva.

    1. É muito importante que alguém escreva dessa forma,sempre tentando ser imparcial. Parabéns pela material. É muito triste ver que, assim como alguns vândalos, a policia também errou. Policias independentemente da situação, sempre e sempre deveram agir de maneira correta,sem abusos. Infelizmente alguns “policias” não agiram assim, fato incontestável,,já que uma jornalista atingida no OLHO…

  1. estava na piauí também quando explodiram algumas bombas sem motivo algum. eu e uma amiga corremos pra cima, o namorado dela e outra amiga desceram até a itambé. provavelmente estávamos juntos nesse momento.

    ontem tossi até quase vomitar. hoje cuspi sangue quando acordei. os olhos não ardem e só a garganta incomoda, mas o pior é a dor na alma do que geraldo alckmin fez com a gente.

  2. Vi uma manifestação em Paris na Praça “Republique” e a tropa de choque elegantemente trajada, parecia que tinham saído de um filme “Star Wars” acompanhavam a manifestação e ainda protegiam os manifestantes dos carros que passavam pelas laterias do movimento. Em momento algum vi um soldado se alterar ou usar suas armas e olha que eram milhares de pessoas. Aqui além do despreparo ainda tentam por a culpa nos manifestantes e a mídia está vendida pois não podemos estragar o espetáculo do futebol que vem por aí. Aguarde a “MERDA” que isso vai dar.

    1. Quantos prédios público foram depredados lá em Paris? Quantos ônibus foram pichados lá? Quantos coquetéis molotov eles levaram para a manifestação? Quantas portas de lojas e de shopping foram quebradas por lá? Entreguem a cidade para o vândalos e prendam a polícia!! Sou a favor!

      1. Cara Miriam, eu até gostaria de acreditar que a PM do Geraldinho Picolé está realmente interessada em “defender o patrimônio público”. Porém, ocorre-me uma dúvida: durante mais de DOIS ANOS, o estado de SP assiste atônito, em quase todas as madrugadas, dezenas de atques criminosos aos caixas eletronicos, com explosões violentíssimas de dinamite e outros artefatos. Porque será que a Pm do Alckimin não demonstrou o mesmo interesse em coibir tal depredação ?
        Só mais uma coisinha: nas madrugadas, via de regra, em todas as cidades do estado de SP, além dos bandidos que roubam caixas eletronicos, só temos Policiais Militares nas ruas.

  3. alckmin é um bandido, colocou o choque contra a policia civil em meados de 2010, depois contra os professores e agora contra os estudantes… alguem por favor coloque esse cara no onibus espacial pra marte e que nunca mais seja visto.

    1. Pois é, em 2008, quando policiais civis chegaram ordeiramente em frente ao Palácio dos Bandeirantes, apenas para solicitar que o Zé Serra recebesse uma comissão para ouvir as reivindicações, a resposta veio com o Choque da PM e bombas nos que pleiteavam reajuste salarial. Dizem que dentro do gabinete do Serra, estava toda a cúpula da PM paulista. Meses depois, “coincidentemente”, todos os Oficiais PM, marajás inúteis em termos de segurança para a população, já que trabalham aquartelados e não saem às ruas, arrumaram um cabide nas sub-Prefeituras da capital, dobrando seus nababescos vencimentos. Polícia deveria servir à população, que paga impostos e com eles seus salários, mas quando a sociedade permite que o militarismo pretoriano ainda sobreviva nos dias de hoje, o poder se sente protegido para afastar qualquer tipo de manifestação popular.

      1. Desculpa Rafael, mas a PM é um poder acima do poder. Ela não se submete a governo algum, mesmo porque, milico não tem chefe fora da caserna, tanto é que para eles, quem não é militar é “paisano”. Geraldo Alckimin sabe disso e por isso bajula e submete-se aos interesses dos oficiais da PM e utiliza-se de seus serviços sujos, como moeda de troca.

  4. O texto esta perfeito, quem manda na policia eh o senhor governador este eh quem manda sentar o cacete e os caras obedecem. Não se esqueçam que essa msm policia fascista eh aq faz policiamento diariamente, existe policial ruim e policial bom assim como em qualquer outra profissão.

    1. Bom dia, primeiro nosso inimigo não é o governo, somos nos mesmos, pois somos nos que colocamos eles nos cargos que eles ocupam, vou explicar melhor. Pois acredito que os politicos, são parte dessa sociedade, pois quem esta nos cargos do legislativo e executivo hoje, são mesmos que ontém estavam pedido voto, vamos dizer “vote Zezinho bicicletero, Macio da serraria, DR Wison Santa Cruz, Sargento Alves etc…o que eu quero dizer com isso em primeiro lugar é a divercidade proficional dos agentes publicos que ocupam seu lugar na politica, e em segundo é que essas mesmas pessoas que fazem parte de uma sociedade herança da robalheira, fato de que ter ou não diploma de curso superior não significa ser honesto, lá isso é verdade, mas quanto mais a pessoa se qualifica mais compreende a necessidade de viver num país melhor, com pessoas inclusas no sistema social. É assim nos países desenvolvidos. Claro que lá a educação passa também pelo povo em geral, porque povo esclarecido não deixa ladrão no governo, melhor… sequer vota nele, não vende voto, etc. E se acontece, trata logo de tirá-lo. Enfim compreende que todos têm o mesmo direito e que o empregado público (qualquer que seja o cargo) tem mais obrigação, pois recebe do povo. Vamos todos procurar seguir o conselho do Ylec Ant Carlos, divulgar essa ideia. Pode não melhorar muito, mas que vai melhorar um pouco, lá isso vai… então Só gente ingênua acredita nessas utopias. O ser humano é “bonzinho” e inofensivo. O Estado é necessário pra colocar ordem na sociedade, pra proteger os cidadãos, REPRIMIR a criminalidade e PENALIZAR os criminosos. Pois a classe animal em um conceito geral não vive sem um lider, ele tem que refletir sobre normas de convivência em grupo. Então desculpe-me o oportuno, mas vou deixar um texto para reflexão (JOÃO PAULO DA CUNHA GOMES) “O mundo passa realmente por uma transformação incrível, onde idiotas têm cada vez mais certeza do que dizem, enquanto quem busca o conhecimento e a razão cada vez tem mais dúvidas. Um mundo onde a wikipedia se tornou livro e colunistas de revistas vendidas se transformaram em historiadores. Um mundo onde a televisão virou escola, e as instituições de ensino se tornaram ergástulos. Velho mundo onde o dinheiro e o poder são a Lei, onde os privilégios dos grandes são “socorro à economia”, e o auxílio aos pequenos é “assistencialismo populista”. Este é o mundo onde os deuses cada vez mais precisam de dinheiro, enquanto continentes inteiros não têm o que comer; onde sacerdotes vestem túnicas de ouro, enquanto trabalhador anda descalço. Um mundo gerido por deuses que adoram política, e que, portanto, cada vez mais são possuidores de virtudes e vícios humanos. A globalização da ignorância; quem não está contente, que se isole. Mundo: ame-o ou deixe-o.” Abraçoss

  5. Sugiro Passe Livre pros policiais pra alguns desses países pós-URSS comandados por ex-KGBs, ou algum desses regimes ditatoriais africanos que o governo PT aliviou a dívida ou Arabia Saudita e outros paraísos petrolíferos apoiados pelos americanos. Pros que gostam pode ser Cuba, Venezuela, China, Vietnã Correia do Norte ou Irã… EUA, Europa e Austrália, nem pensar! Nenhum participante do movimento Passe Livre e com um mínimo de coerência iria querer ir pra lá mesmo, né?

    1. Dá uma olhadinha no enorme montante pago pelo estado de SP em pulicidade oficial do governo, para cada um dos chamados “grandes órgão de imprensa” e terás a resposta. Disparadamente, o governo de SP é o maior pagador de publicidade da Rede Globo, Bandeirantes e SBT.

  6. Agora estou começando a sacar a real desse movimento! Isso tá me cheirando armação/oportunismo/manipulação pré eleição como tantas e tantas vezes antes. Cada um só vê e ouve mesmo o que quer…

  7. Desculpe, mas o texto está errado. Quem fechou ruas não foi Geraldo Alckmin. Quem deu tiro na cara não foi Geraldo Alckmin. Quem soltou bomba não foi Geraldo Alckmin.

    Quem fez isso foi o Estado de São Paulo. Quem fez isso foi a República Federativa do Brasil.

    É ingênuo quem acha que o Estado, que a República, “somos nós”. Não somos. Não é. O Estado defende, antes de tudo, seus próprios interesses. Seu direito de nos roubar (quase um TRIlhão e meio de reais em 2013). Seu direito de nos agredir. Seu direito de nos impedir de fazermos o que quisermos, desde que respeitemos a liberdade alheia.

    O problema não é Geraldo Alckmin. É o Estado. É a República.

      1. Para o Alvaro: Vai ver é por isso que São Paulo é o estado mais desenvolvido do país, último bastião político contra os golpistas do PT

      2. João Paulo, o estado de SP já era o mais desenvolvido do país muuuuito antes dos tucanalhas assumirem. Pelo contrário, os números e todos os índices contemporâneos, demonstram que a pujança paulista está decrescendo, basta ver a constante debandada de industrias e a penúria do serviço público oferecido á população. A única coisa que cresce em SP é o valor dos pedágios e o preço dos impostos. Mas como o teu pensamento é de militar, quem sabe se o simbolismo do “último bastião” não signifique para vocẽ, que um soldado marchando errado no meio da tropa, não esteja certo e todos os outros errados.

    1. Acho que é isso mesmo! “…é contra todos os governos e governantes: PT, PSDB, PMDB, PV, PP, Dilma, Haddad, Cabral, Alckmin, etc. […] Por favor não tornemos essa possível revolução em uma discussão partidária. Além de dividir a população e fazer o movimento ruir, tenho certeza que o oportunismo dos que estão de fora vai criar a ocasião perfeita pra nos foderem ainda mais assim que possível.”
      O que disse nosso colega aqui em baixo, e concordo!

  8. Vamos tirar também os mensaleiros que estão legislando em causa própria, junto com este governo federal incompetente que vendeu o Brasil das maravilhas mundo afora, enquanto o povo morre nos hospitais sucateados, queimados por marginais sem esperança de futuro, roubados todos os dias em arrastões sem fim…quando eles apenas se preocupam com as merdas dos estádios inúteis que nos custam tantas vidas de cidadãos de BEM, pagadores de impostos absurdos!!!!

    1. Geraldo Alckmin agrediu,Geraldo Alckmin abusou, Geraldo Alckmin violou, Geraldo Alckmin extrapolou, Geraldo Alckmin atirou pelas costas em idosos, crianças, mulheres, Geraldo Alckmin vandalizou ai chamou a grande mídia para por a culpa em outros. E o Haddad viu tudo isso acontecer em sua cidade e não fez nada, nada mesmo.

  9. Cara, o texto tá bacana, só me preocupa o caráter político partidário, a mobilização já não é mais pelo aumento do passe, é contra todos os governos e governantes: PT, PSDB, PMDB, PV, PP, Dilma, Haddad, Cabral, Alckmin, etc. Tenho certeza que seria idêntica em qualquer lugar do Brasil. Por favor não tornemos essa possível revolução em uma discussão partidária. Além de dividir a população e fazer o movimento ruir, tenho certeza que o oportunismo dos que estão de fora vai criar a ocasião perfeita pra nos foderem ainda mais assim que possível.

      1. Olha ali, começou! A parada virou político partidária e o negócio começa a desandar. Muito cuidado pessoal.

    1. É sério que é esse teu argumento? Comunistas? Será que a gente não pode discutir isso depois que a gente tiver uma democracia?

  10. quem negocia o preço da passagem é o prefeito e não o governador… quem manda no efetivo policial no município é o prefeito e não o governador

  11. Este texto traz um grande detalhe que nao foi debatido: A identificação.. Pelo que fiquei sabendo, ninguem estava identificado e dai eu coloco a pergunta: qual a diferença de um bandido que usa um capuz e um Rocam que usa capacete? Concordo que numa invasao de penitenciaria isso eh necessario pra preservar a integridade do policial e de sua familia, mas quantos tiros foram disparados contra a policia? Por que fariam isso com suas familias?, então? O banditismo eh atitude!

  12. Obrigada pelo texto sincero, obrigada pela visão ampla de quem percebe o que realmente está acontecendo!
    Estou a semana inteira tentando mostrar que policial sem farda é tão cidadão como qualquer um, que não há querra entre PM e o povo, mas sim um povo recuperando sua voz de comando. O povo é o chefe da PM, o povo elege o Geraldo que nos dá ordens de calar o povo que o colocou no poder, acontece que finalmente as coisas estão se movimentando e não adianta governante tentar se esconder atrás de força policial, pois o povo, esse grupo, é uma entidade, uma força da natureza.
    Parabéns mesmo pelo texto!

  13. Parabéns!!!! De tudo que li sobre o assunto, este é o único texto decente, sincero e escrito com um propósito nobre: NÃO SERVIR A IDEOLOGIA, servir com fidelidade à função de comunicar a partir de um recorte assumido, um olhar que por ser um olhar, pressupõe recorte. Não se impõe como verdade. Me fez contente!

  14. tudo bem, mas no dia anterior vários manifestantes partiram pra cima de um policial sob gritos de lincha e mata. o cara saiu ensanguentado. policial é raça corporativa, tipo motoboy: mexeu com um, mexeu com todos. também não adianta se comportar como garotinho de colégio que bate no mais velho e sai correndo pra saia da mãe. agora guenta.

  15. Ronaldo Bressane, você escreve muito bem mas suas informações não estão totalmente corretas. Sugiro pesquisar melhor as questões de administração pública e principalmente a legislação vigente. Não é tarefa fácil eu sei mas acho necessário. A administração da PM é estadual sim mas quem manda em uma cidade é o Prefeito. No caso ele poderia ter dado uma contraordem e não o fez. No caso, os dois dirigentes são, em igual medida, responsáveis. Como não lhe conheço, não sei avaliar se seus objetivos são políticos ou literários. Se for político, vai defender o prefeito de São Paulo e atacar o governador. Se for literário…Um grande abraço.

  16. Comparação patética de quem vive na utopia. A realidade é que qualquer um que fosse governador não teria essa “culpa” que o autor pateticamente insiste em atribuir, mostrando que não entende nada de como funciona a realidade neste país. PSDB, PT, PSOL, PMDB ou qualquer outro partido no poder não carregaria esse lastro de responsabilidade tão íntimo que a utopia quer fazer parecer. Se a PM errou, não foi com a anuência expressa de alguém eleito legalmente pelo povo paulista. Vá catar coquinho na sua utopia. Coquinho não. Cogumelo seria mais adequado, “companheiro”.

  17. Segunda vai ter outro protesto ….Eu acho que segunda toda polícia deveria entrar em greve na segunda também …aí quando esse pessoal começar a destruir tudo..Chama a turma do Pt pra defender a cidade..

  18. respeito a opinião de todos, li algumas manifestações aqui que dizem que vivemos numa democracia, vivemos? de que tipo? daquele tipo que engessa tudo e transforma as discussões mais importantes do pais em um jogo de toma la da cá?de quem paga mais? pois é isto que tem ocorrido e não tem nada a ver com o nosso voto democrático suadamente conquistado, tenho assistido a uma terrível manipulação através da mídia para fazer a cabeça das pessoas sobre isto ou aquilo, aceitem que é bonito (é assim no mundo inteiro neste planeta repleto de democracias),só sei que tem coisa que funcionam, dão resultado, e outras não…

  19. complementando, o poder tem que exercer o poder, a China progride a passos largos, eles planejam e executam, la as obras não custa mais caro, se custar rolam cabeças, ha corrupção como em todo o planeta, mas eles são eficientes, construiram mais estradas nos ultimos 10 anos que o Brasil em toda a sua história…
    enquanto isto estamos discutindo “democracia” e tem gente que acredita que ela existe assim como as criancinhas acreditam em Papai Noel, num país sem justiça não ha democracia, é balela, é tudo manipulação, é tudo mentira, ainda não definiram se quem manda aqui são os “gersons” ou o os “geraldos”

  20. Parabéns, você foi fundo, sua matéria é linda, pena que o motivo é vergonhoso. Já vi essas cenas há muitos anos atrás e não me orgulho nada disso. O poder só mudou de mãos, mas a truculência é a mesma. Manuela

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