Raro lero com Mark Sandman, líder do Morphine, maior power trio da história:
Mais completo show do Morphine disponível no YT, 26 minutos em Nova York, 1996:
Trailer do documentário Cure for pain, sobre Sandman, lançado no começo de 2011:
Raro lero com Mark Sandman, líder do Morphine, maior power trio da história:
Mais completo show do Morphine disponível no YT, 26 minutos em Nova York, 1996:
Trailer do documentário Cure for pain, sobre Sandman, lançado no começo de 2011:
Um pouco diferente do último quadrinho da HQ Eu quero ser uma locomotiva, de maio de 1975: neste, rabiscado 36 anos depois, a mocinha está toda feliz em ser triturada pelo trem tarado. Logo mais posto a entrevista que fiz com o mestre, que relança seu clássico Avenida Paulista – publicado em 1991 na saudosa Revista Goodyear, em breve reeditado pela Companhia das Letras.
Publicado em Caos
Marcado com Companhia das Letras, Eu quero ser uma locomotiva, hq, Luiz Gê, recuerdos
Tirando a Mallu, o blog estava com posts muito feios. Pra dar uma força, chamei a Lana Del Rey, nossa Nancy Sinatra nascida em Twin Peaks. ‘Elvis, where are you when I need you most?’
Boa playlist pra quem já furou o iPod na ‘Videogames’.
E pra quem não ouviu o clássico da moça…
No Telegraph, saiu um artigo interessante sobre ela, escrito pela Lucy Jones. Segue um sha-la-la do tempo em que ela assinava Lizzy Grant.
Tá bom, só mais uma… Que verso: ‘A voice of Nirvana says Come As You Are’.
“- Minha oferta é a mesma.
– É muito baixa – disse Quinto, embora já estivesse decidido a aceitá-la.
A cara do homem, larga e carnuda, era como feita de uma matéria demasiado informe para conservar lineamentos e expressões, e estes eram logo levados a desmanchar-se, a desmoronar, quase sorvidos não tanto pelas rugas marcadas com certa profundidade apenas nos cantos dos olhos e da boca, mas pela porosidade arenosa de toda a superfície do rosto. O nariz era curto, quase achatado, e o excessivo espaço deixado à mostra entre as narinas e o lábio superior dava ao rosto uma ênfase ora estúpida, ora brutal, conforme a boca estivesse aberta ou fechada. Os lábios eram altos em torno ao centro da boca, como aureolados de ardor, mas sumiam inteiramente nas extremidades, como se a boca se prolongasse num corte fino até a metade da face; isso lhe dava um aspecto de tubarão, reforçado pelo escasso relevo do queixo sobre a garganta larga. Porém os movimentos mais inaturais e penosos eram os que diziam respeito às sobrancelhas: ao ouvir, por exemplo, a seca resposta de Quinto ‘É muito baixa’, Caisotti fez que ia recolher as sobrancelhas claras e ralas no meio da fronte, mas só conseguiu erguer um meio centímetro de pele sobre o ápice do nariz, fixando-a numa instável ruga circunflexa e quase umbilical; repuxadas para cima por esta, as curtas sobrancelhas caninas, de caídas que eram, se tornaram quase verticais, ambas trêmulas no esforço que as mantinha tesas, propagando sua crispação para as pálpebras que se retorciam numa franja de ruguinhas minúsculas e vibrantes, como se quisessem esconder a inexistência dos cílios.”
> Felizmente não havia ainda botox na Itália de 1956 – ou não leríamos essa beleza de descrição de um empreiteiro em ascensão, o vilão de A Especulação Imobiliária, de Ítalo Calvino.
Das Racist é o novo Beastie Boys. Aqui, uma ótima entrevista com o trio afroítalocubohinduchicano.
Em sua terceira turnê pelo Brasil, o pianista norte-americano Brad Mehldau faz pela primeira vez um show solo – na Sala São Paulo (SP) e no Teatro Municipal (Rio). Para quem gosta de jazz, música clássica e até rock’n’roll, é o mais perto que se pode chegar de Deus
Brad Mehldau não esconde que seu propósito ao combinar improvisos jazzísticos com um jeito muito cerebral de tocar temas clássicos e hits do rock’n’roll é se aproximar de um elevado estado espiritual. Em recente ensaio – pois é, o maldito não é bom só nas teclas preto e brancas – o pianista norte-americano de 40 anos escreve sobre como a combinação Coltrane + Hendrix + Beethoven, artistas descobertos quando ele estava em um acampamento de férias aos 11 anos, mudaram completamente sua maneira de ver o mundo. “A música de Coltrane me inspira medo e maravilha do mesmo jeito como observar uma onda grande mergulhando no oceano, ou a vastidão das grandes montanhas. É a evidência de algo muito maior que nós. Isso me inspira um sentimento religioso”, escreve ele em seu site….
O resto você continua a ler no Em Alfa, meu blog dentro do site da revista Alfa, de que sou um dos editores. Bora lá.
É nesta quinta, na Merza. Meu livro de poemas O Impostor também está no sacolão que o Joca irá dispor ao lado das famosas garrafas peludas. Outras preciosidades são o Faroestes de Marçal Aquino, A Teia Selvagem do Mundo, do Otávio Ramos, Treze, do Nelson de Oliveira, Paulisséia Ilhada, do Glauco Mattoso, Meu 7o Dia, do Valêncio Xavier, Pescoço Ladeado de Parafusos, do Manoel Carlos Karam, tudo mais barato que a impecável porção de filé mignon com gorgonzola do seu Antônio, o chapeiro mais chapa-quente da cidade. Bora lá!
Pra que Nobel, se você pode ganhar uma homenagem dessas?
Agora vocês entendem o motivo de eu estar escrevendo uma ficção-científica.
via @jterron
Publicado em Caos
Marcado com ficção científica, livros, ouvi por aí, pra que escrever?, sacanagem, som na caixa
No Outlook de hoje…
por Ronaldo Bressane
Se você gosta de livros, como o signatário, e não está em Paraty nem pretende ir, como o signatário, deve ter escutado um zilhão de vezes o mosquito: “Vai pra Flip??”. À negativa, sentiu aquele esgar de sobrancelha de comiseração e tristeza avassaladoras. E logo em seguida, outro zunzum pentelho: “Mas por quê?!”. Se está de saco cheio de falar da tia doente, do compromisso em cuidar do totó do amigo que viajou (provavelmente para Paraty) ou do jogão do Brasileiro que ia perder se fosse assistir àquela imperdível palestra, seguem alguns ímãs-de-geladeira:
- Porque vou usar esse tempo para organizar minha biblioteca de 5 mil livros
- Porque fui nas primeiras Flips e quero conservar na memória aquele glamour romântico de tomar uma cachaça com Ian McEwan ou nadar na mesma piscina que Margaret Atwood ou observar constrangido José Miguel Wisnik sapecar polichinelos antes de entrar em campo para jogar contra o perna-de-pau Chico Buarque
- Porque sou o Chico Buarque e caguei pra Flip
- Porque sou o Marcelo Mirisola e a Flip caga pra mim
- Porque a Flip é o botox dos culturettes que nunca leram nem Turma da Mônica
- Porque ir à Flip virou um verniz tão infeliz quanto adornar a mesa com livrões de arte para simular erudição e apreço pelo tesouro cultural da humanidade
- Porque é absurdo ir a eventos bancados pela Viúva que cobram R$ 40 por palestra
- Porque a programação esse ano tá tão chata, né, gente
- Porque tem um povinho que vai na Mercearia S.Pedro e eu acho mó uó
- Porque agora convidam mais estrelas de outras áreas culturais que escritores brasileiros
- Porque o FHC vai e o Lou Reed furou e depois que até o Gugu e Huck foram, né, gente
- Porque agora que usa oclinhos de Zé Wilker o Flávio Moura não fala mais comigo
- Porque minha mulher trabalha na Flip e eu não quero constrangê-la com meus porres
- Porque eu marquei de ensinar pra minha empregada como se faz Ki-Suco
- Porque sou um maconheiro convicto e sei que a polícia de Paraty não dá mole
- Porque da última vez um bêbado confundiu meu pé com um vaso sanitário
- Porque da última vez esperei uma hora para me servirem uma tampa de bueiro oleosa que custava R$ 50 e a que chamavam “pizza de margherita”
- Porque sou uma maria-teclado e em Paraty a concorrência pega pesado e todo Sarney vira Paul Auster e da última vez tive de me virar com um cara que vende poema no Masp a um real
- Porque o psicopata do meu chefe cismou de me passar trabalho pra esse fim-de-semana
- Porque machuquei o pé e as pedras de Paraty não perdoam
- Porque tenho medo das curvas da estradinha de Cunha
- Porque ninguém me convidou
- Porque todo mundo vai
- Porque sim, pô!
Mark Lanegan mandando “Hangin’ tree”, do Queens of Stone Age. Música final do show de ontem no Comitê, SP, pouco antes de fazer o Domenech e ativar desesperadamente o Leão da Montanha atrás de um conhaque, deixando a platéia estatelada, com cara de quem tomou um olé pelos $90 morridos. Uma hora cravada. Showzaço, som perfeito, rock’n'roll na essência, grande voz – mas a última impressão é a que fica, Lanegan fujão.
Essa História Está Diferente
Dez contos para canções de Chico Buarque
Em Essa História Está Diferente (editora Companhia das Letras, idealização RT/Features), dez autores de estilos bem distintos recriam em ficção o cancioneiro do compositor carioca Chico Buarque. Na composição do time de autores, organizado pelo escritor e jornalista que vos bloga, a ideia foi universalizar o imaginário do autor de Budapeste e Leite derramado. Pelo caráter multifacetado, a obra do compositor de versos como “O meu pai era paulista/ Meu avô, pernambucano/ O meu bisavô, mineiro/ Meu tataravô, baiano/ Meu maestro soberano/ Foi Antonio Brasileiro” sintetiza o Brasil – e cada vez mais conquista o mundo. Os registros literários captados por esta antologia foram os mais díspares: alguns contos se baseiam fielmente nos “causos” musicados por Chico, outros os usam como trilha sonora, cenário, atmosfera, outros emprestam das canções a estrutura, e há aqueles que somente o utilizam como mote.
Entre os autores internacionais, o argentino Alan Pauls adaptou “Ela faz cinema” e a transformou na história de um pai zeloso que combina o ciúme pela mulher e pela filha com manias como ler num restaurante enquanto come; o mexicano Mario Bellatin inspirou-se em “Construção” para ambientar a narrativa de um homem que, numa consulta ao fisioterapeuta, escuta uma história bizarra envolvendo uma declamadora de versos e um papagaio; o moçambicano Mia Couto criou um conto romântico a partir de “Olhos nos olhos“; e o também argentino Rodrigo Fresán escolheu “Outros sonhos” para um conto-ensaio tecido sobre variações oníricas.
Entre os brasileiros, Carola Saavedra esmiúça em detalhes uma discussão de relacionamento em sua narrativa baseada em “Mil perdões“; André Sant’Anna preferiu “Brejo da cruz” para falar do presente e do futuro dos meninos de rua; Cadão Volpato parte de “Carioca” para tratar da história de amor entre um jovem intelectual e uma misteriosa garota que se hospeda em sua casa; João Gilberto Noll recriou “Vitrines” em registro de novela gótica, focando a relação obsessiva entre dois homens que se conhecem num shopping; Luis Fernando Verissimo cozinhou “Feijoada completa” em chave de comédia da vida privada; e, por fim, Xico Sá reescreveu “Folhetim” como um triângulo amoroso contado por um carioca desmemoriado que talvez tenha perdido a mulher numa Quarta-Feira de Cinzas.
Uma surpresa a cada virada de página. Com as canções de Chico na cabeça, o leitor vai se admirar com as inúmeras possibilidades narrativas que elas inspiram e com o inesgotável gênio criativo desses principais nomes da literatura contemporânea. Clique aqui para ler trechos em PDF.
Lançamento no Rio de Janeiro
A Caixa Cultural, a RT Features e a Companhia das Letras convidam para o lançamento do livro Essa história está diferente, com participação de André Sant’Anna, Cadão Volpato, Carola Saavedra, João Gilberto Noll e do organizador Ronaldo Bressane. Após a sessão de autógrafos, bate-papo com os autores. Segunda-feira, 7 de junho, às 18h. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, nº 25 – Centro. Telefone: (21) 2544-4080. Rio de Janeiro / RJ
Lançamento em São Paulo
Com participação de André Sant’Anna, Cadão Volpato, Carola Saavedra, João Gilberto Noll, Xico Sá e Ronaldo Bressane. Após a sessão de autógrafos, bate-papo com os autores. Terça-feira, 8 de junho, às 18h. Caixa Cultural São Paulo – Galeria Vitrine da Paulista. Av. Paulista, 2083 – Térreo – Conjunto Nacional. Telefone: (11) 3321-4400. São Paulo / SP
Lançamento em Brasília
Com participação de André Sant’Anna, Cadão Volpato, Carola Saavedra, João Gilberto Noll e do organizador Ronaldo Bressane. Após a sessão de autógrafos, bate-papo com os autores. Quarta-feira, 9 de junho, às 18h. CAIXA Cultural. SBS Qd. 4 Lote 3/4. Telefone: (61) 3206-9448. Brasília / DF
De algum estranho modo, fazer quarenta anos é parecido com isso.
“Tippy’s demise”, Stars of the Lid and Their Refinement of Decline.
Aqui.
[Via @ranchocarne]
Me introduzo em seus sonos, em seus pensamentos mais vergonhosos, estou em cada tremor, em cada espasmo de suas almas, me meto em seus corações, esquadrinho suas idéias mais primárias, investigo seus impulsos irracionais, suas emoções inexpressáveis, durmo em seus pulmões durante o verão e em seus músculos durante o inverno, e tudo isso o faço sem o menor esforço, sem pretendê-lo, sem pedi-lo nem buscá-lo, sem coerção nenhuma, impelido somente pela devoção e pelo amor